23 fevereiro, 2007

Putrefação

Nunca na minha vida atendi tanta gente com BAFO. Como é que pode? Só podem ser podres. Devem comer macarrão ao queijo com lombo ao alho e óleo e dormem sem escovar os dentes. Imagina os respectivos cônjuges dessas criaturas? Sim, respectivos cônjuges pois esses cujos hálitos são podres, de acordo com o senso kareninico, são todos CASADOS. E eu me dei ao trabalho de fazer uma lista hoje, dos atendimentos feitos na semana. Preciso me controlar pra não ficar encarando, mas vejo que na base da arcada dentária inferior geralmente há uma crosta amarelada... fico na dúvida se aviso ou não porque aquilo é sem dúvida óbito dentário... cruzes.


Uma curiosidade: todos têm um certo poder aquisitivo.

Eu tenho absoluta certeza que não tenho hálito podre e a maioria das pessoas que me relaciono também não. Ou ainda, vai saber hahaha cruzes

28 janeiro, 2007

CloseT

A melhor coisa do mundo é ter que usar uniforme, 6 dias por semana. Agora entendo porque isso é tão bom, lavou tá novo.
Queria conseguir organizar minha vida de forma japonesa: assuntos, cores, tecidos, utilidade. Assim, tipo roupas: de verão, de cima, de baixo, que não servem, que são grandes, que me irritam, que não quero ver temporariamente, roupas de casa.
Tem também as bonitas de se ver: a gente nunca usa, só fica observando.

Domingo

e finalmente eu tenho sono às 21H... O trabalho me enobrece.

07 janeiro, 2007

Concluindo

Durante quatorze meses eu só pensava nas minhas férias, e agora quando chegam... O melhor da festa é o antes.

Aviso

Só pra constar que vou ficar careca. Eu sabia que essa escova progressiva ia acabar me detonando, era muito bom pra ser verdade. Na real não sei ainda o motivo, mas eu sou a pessoa em toda cidade que mais perde cabelos. Estresse não é a explicação, tô de férias.

26 dezembro, 2006

mutação

Ontem tava arrumando uns negócios no meu quarto, até que caiu no chão uma chiquinha de cabelo, preta. Para quem não sabe, chiquinha é a denominação infantil para aquele eslástico que nós, mulheres, usamos para fazer rabo-de-cavalo (aquele penteado que prende os cabelos para trás).
Fiz mais algumas coisas e esqueci dela, ali no chão.
Depois retorno, olho pro chão e levo um susto, a chiquinha parecia aquele ser abominável e escroto que se vê durante o verão: uma barata.
Aliviada, resolvo deixar a chiquinha ali mesmo, pra servir de dublê de barata, afinal preciso me livrar do pânico desse inseto petulante.
Durante todo dia foi assim, via o troço no chão, dava um chute pra desestressar, jogando a barata-chiquinha de um lado pro outro. Assim eu tomava um pseudo-susto a cada mirada.
Depois de me revirar muito na cama sem conseguir dormir, algo me chamava pra fora da cama. Vou para sala, internet, musiquinha... noite agradável. Já cansada resolvo dormir e vou ao meu quarto já lembrando dela e sabendo que ia dar de cara com a barata-chiquinha, dar mais uns chutes, etc. Pensei que, de tão acostumada com a barata falsa, eu tava tendo alguma ilusão de ótica, pois tinha duas coisas pretas no chão.
Uma delas não era a barata-chiquinha.
Minha mãe sempre diz que eu chamo as baratas e eu tô começando a acreditar. Como pode isso??

15 dezembro, 2006

dezembro

acho que tá na hora de fazer o balanço

31 outubro, 2006

Junte o cocô do seu cavalo

Por mais que eu escute o que grande parte das pessoas me diz contra o governo Lula, a cada dia tenho mais convicção do que acredito.
Eu só quero uma coisa: COERÊNCIA
Uma opinião coerente, pelo amor de Deus. O que ando escutando de "estranho", e vindo de pessoas que considero mooooooooito, não é brincadeira. Pôxa, isso chega a ser ridículo. Não tem a ver com o fato de se ter uma opinião diferente da minha, pra mim tá tudo certo. Nem quero isso. Mas, de certa forma eu não entendo que pessoas que conheço e tenho como ponderadas, convivo, troco experiências e toda a minha vida possam não enxergar o que eu vejo. Acho que eu vejo borboletas, só pode! hehehe
Não quero que me venham com argumentos furados, adesivos com teor discriminatório, visão elitista dizendo que Lula é o pior de tudo, torneiro mecânico, analfabeto ou piadinhas, credo. O que isso tem a ver?
Acredita-se mesmo que a solução é um salvador da pátria? Mais leviano é aquele que votou no Lula pela primeira vez e acreditou que ele iria ser a próxima Mary Poppins. Fora da realidade. Não digo que o PT não passou essa imagem, pode ter passado. Até acho que passou.
Não consegui levar a sério qualquer tipo de argumento que não tivesse, no mínimo uma pitada de coerência. Sempre fui muito contra partidos políticos, incluindo o PT, MESMO. Toda essa conversa de socialismo é bonita, mas é bom ter o pé no chão pra saber que isso não serve totalmente pra gente. Só que deve-se ter a consciência que, de uma forma ou de outra somos responsáveis pelo que acontece em volta, e tudo está ligado. É muito mais fácil que eu fique pensando apenas na minha vida, me fechar, assim como a maioria de nós faz. Esse papinho chega a ser chato, inclusive.
É muito complicado que a gente consiga dissociar dos históricos problemas brasileiros o desenvolvimento do governo Lula (até porque muito do que foi feito só vai aparecer daqui a pouco). Por isso comecei a me interessar um pouquinho mais pelo assunto.
Eu levo muito em conta o que determinado interlocutor expressa. Tive contato com muitos papagaios nesse período eleitoreiro. Falo isso porque tudo o que escutei contra o Lula foi igual. A mesma ladainha, sem tirar nem pôr. Eu sou totalmente fora do mundo político, mas ainda assim acredito que consigo diferenciar uma coisa de outra. Do contrário, me internem. Tudo o que eu quero é que me digam com argumentos e sensatez porque não deveria ter votado no Lula. Ninguém até agora conseguiu.
Tipo de postura que me deixa com pé atrás: as pessoas que contestam baseadas em coisas que ouviram, mas não têm por hábito ver a veracidade, não vão atrás da fonte.
O que mais me irrita não são os argumentos contra o candidato, que particularmente acho que já cansaram, mas sim a postura dessas mesmas pessoas, elas são na sua maioria aqueles eleitores de ocasião que muitas vezes não entendem nada do que falam. É muito fácil ficar rebatendo um monte de argumentos e finalizar o discurso: esse bando do PT é tudo igual... Não é evidente que, mesmo que haja alguma coisa sensata que tenha sido dita, acaba-se for ser AFUNDADA no mar de lama que saiu junto com a abertura da boca da pessoa que diz uma coisa dessas? É óbvio.
Eu andava me estressando muito com essa conversa de eleição, PT, PSDB... meu deus... Fico pensando em como podem existir pessoas engajadas que suportam tanta asneira que se escuta, haja estômago. Sim, porque conheço algumas boas pessoas que lutam por um mundo melhor e que acreditam, e não atiram só pedras, como as que se isentam do papel de cidadão.
Vou repassar algumas respostas sobre um e-mail que mandei SPAMZÃO sobre a reles opinião de um frei, um tal de Betto. O que gerou tamanha polêmica, haja vista que recebi várias respostas dando a entender, basicamente que: Karen, você realmente não conhece toda a podridão da Igreja católica... hahahahahahaha
O que tem a ver? Nem vou comentar isso, né...
Teve alguns que me mandaram ler a VEJA das últimas 10 semanas, assim eu descobriria como realmente o Brasil andava.
É esse tipo de atitude que fico apavorada. Eu que não leio bosta nenhuma sei que nunca se deve confiar em uma só fonte, e o mais importante: deve-se saber QUAL A LINHA DE PENSAMENTO DE QUALQUER COISA DIVULGADA POIS ESSE TIPO DE VEÍCULO NÃO POSSUI NEUTRALIDADE ALGUMA. O grande problema ainda é que não se tem esse tipo de liberdade, pois somos ainda muito ignorantes e não podemos optar pelo que não se conhece.
Fica muito difícil conversar com algumas pessoas porque já ouvi de muitos que ao passo que eu questiono e contra-argumento, muitas vezes sou chamada de cabeça-dura. Até de xiita me chamam... Eu nem militante sou, vou começar a querer receber “algo” por isso também (daqui a pouco) ... Xiita e mensalinha
“Um país pobre de terceiro mundo com a maioria da população pobre e ignorante com certeza vota no Lula!! Um país de ignorantes elege um líder a sua altura!!” E porque esse mesmo país votou no Collor e no Fernando Henrique? Não digo que os avanços na educação estão a passos largos, mas... alguém que tem uma opinião dessas acredita que o povo emburreceu mais ainda? Sempre se espera o pior das pessoas? Porque?
Acho que a militância do PT tem uma “cara” e me parece menos efêmera que qualquer tipo de militância que de quatro em quatro anos surge num passe de mágica. E isso não importa? Óbvio que importa, são essas pessoas que cobram e participam. Ah, esqueci: trata-se de uma “corja”... Ninguém presta.
“Sentimento de renovação equivocado” – escutei isso esses dias, bom, né? Ficaria melhor sentimento de renovação equivocado e revolta!
E, afinal de contas: essas denúncias não passarão disso? O Lula foi eleito, e então? Isso faz dele imortal? Ele vai ser cassado? Já dizem que ele não dura, parece um alvo fixo na cabeça de muitos. Eu não entendo isso. Ora, ora, se relamente for um canalha, melhor que seja retirado não? Pode ir junto com a corja toda. Ou ele é burro? Não, ele é inteligente e a partir da posse, em 2007 ninguém conseguirá tirá-lo. Um highlander, praticamente. ALOW
O Olívio ganhou a votação em Porto Alegre com uma margem pequena de quase 5 mil votos. Margem pequena, mas ainda assim ganhou. O que isso quer dizer? Não é em Poa que dizem ser a grande “elite intelectual”? Sul e Sudeste elegeriam Alckmin, e o que isso quer dizer? Se diz há muito tempo que deve-se investir na educação. Antes da educação deve vir o alimento? Então será que aquele “papinho” da “saída da linha da miséria” não tem a ver com os estados lá de cima? Seria por esse motivo tamanha votação no Lula? Não sei, não sei... confuso isso.
Esse início da retirada de alguns da linha da miséria não poderia futuramente nos encaminhar para uma menor desigualdade social que nos assalta todo dia? Não é pela base que se começa? Quem sabe mais adiante isso não seja mais sentido? E quem vai saber?
Acho que com essas coisas que penso, consigo tirar uma coisa: é muita pedra jogada pra pouco interesse.
Eu espero o melhor das pessoas, até que me provem o contrário. E deixa pra lá o papo-furado.

12 setembro, 2006

Comentário da manicure

Fui fazer as unhas. Eis que ela larga essa, falando de uma colega:
"Sabe como é aquele velho ditado, né? Tem gente que consegue sair da vila, já a vila nunca sai delas"
hahahahaha

09 setembro, 2006

As batatinhas!



Isso foi mostrado no Super Size Me, aquele documentário sobre as junk food. Eu não deixei de comer MC Donalds, mas isso é no mínimo interessante. Tem gente que diz que degrada em um dia. Sei não... Eu sempre entalo com MC Donalds e me sinto mal depois. Bom, com macarrão à Carbonara também, mas até essa massa parece mais natural, mesmo com todo aquele bacon. Delícia hahaha

05 setembro, 2006

KakaHill

Tô com uma vontade súbita de ficar em alguma cidade do interior. Ou fora do país, bem isolada. Na real tenho vontade de ficar um tempo em algum lugar onde ninguém me conhece, e que não tenha muvuca. Poderia ter sol todo dia e ser levemente frio. O comércio poderia fechar ao meio-dia, haveria casas de cucas com o cheiro característico que elas emanam. Mas não quero vizinhos muito chegados, ainda não tenho idade pra isso. Mas depois de um tempo o anonimato seria impossível, e eu logo teria que me mudar. Eu seria a freak da cidade, com altos e baixos, feliz pelo isolamento e com saudade da vida urbana.
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Isso pode ser alguma síndrome. Síndrome do estrangeiro, do pânico? Parece mais um tipo de síndrome do pânico misturada com crise de identidade e crise dos 28.

03 setembro, 2006

Pesto

Eu amo pesto. Comeria pesto todos os dias. Só não como para manter a forma, sabe como é... hahahaha
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Na real eu comeria pesto até explodir.
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Aí vai uma receita!!
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INGREDIENTES:
2 de xícaras de folhinhas de manjericão fresco;
1/2 xícara de azeite;
2 colheres (de sopa) de nozes;
2 dentes de alho, descascados e ligeiramente amassados;
1 colher (de chá) de sal;
1/2 xícara de queijo parmesão ralado;
2 colheres (de sopa) de queijo tipo Pecorino ralado (opcional).
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PREPARO:
Coloque o manjericão, o azeite, as nozes, os dentes de alho e o sal no liquidificador. Bata em alta velocidade. Quando estiver bem batido, coloque numa vasilha. Acrescente o queijo parmesão ralado (e o Pecorino, se quiser) e misture com uma colher de pau. Dá 1 1/2 xícara de molho.

09 maio, 2006

pack

Qual a primeira impressão que cada música deixa? Tava falando com um amigo como comecei a gostar do Bowie, e foi meio que na marra. Agora curto muito... Pra mim mais parece a compra de um pacotinho que tem a sensação, o momento, os agregados... o pacotinho nos dá o que a gente se transforma

29 janeiro, 2006

Maurício

Não confio nem um pouco nesse nome. Parece que quando eu falo Maurício, tem algo que não encaixa.
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Maurício, quanto, tempo!
Maurício, me passa o sal??
Eu te disse, Maurício.
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Tão estranho...

01 janeiro, 2006

O Fim

01/01/2006

Ontem eu e a Dea pegamos um táxi para voltar do meu tio. O taxista, às 3 da manhã, entre as ruas sombrias de Porto Alegre falou que era ex policial militar, havia matado um cara com dois tiros na face porque o mesmo havia matado seu parceiro, que foi dispensado por ter se tornado muito violento. Um ano após este evento ele também foi esfaqueado na garanta numa tentativa de assalto e homicídio, claro. Enquanto ele explanava mostrava as cicatrizes, óbvio. Assim foi nosso primeiro suspiro de 2006. Eu tive que me controlar muito enquanto ele contava a história, poderíamos ter sido desossadas.
Meu futuro afilhado na pânceps
Teve mais parabéns pra mim!!! (o bolo não aparece, mas tinha)
Gioconda
Janta... Geremias quando ainda se socializava
Perspectiva
Baubaux
Não tentem
Couple
Do lado da amiga
Gatinho style no fuscão haha
Nênex
Soho Boulevard George's poor place
Mili picanha
Tum
O terceiro elemento, hipotenusa satisfeita!
Marcelo & Chica
FELIZ 2006!!!!!!!!!!!!!!!

23 novembro, 2005

Terça

Alguém dorme na cadeira do dentista? Eu durmo e ainda sonho. A minha dentista é minha amiga de infância, eu fico tão a vontade.
E aí, as fotos de hoje, dia quente e de muito trabalho. Meu dia de folga. Passei na residência do Mir e Jorginho - estilo OC, parapeito escorregadiço e ventania de verão!


Caras

Uma pessoa feliz

a gelada

Sexy

Pose

Soho

15 novembro, 2005

Niver do Árrrrrrrrrrrrrrrrrrrtico

O aniversariante!


Karol e Deby


Que lindooooooooooooooooooooo!! Hahaha


Tum


Uh


Serenata pra kakazinha hahaha


O elefantinho suicida


Arremesso


Salvamento


Vrummmmm


Show me some luvv

11 novembro, 2005

Perdi

um iogurte, no meu trabalho...

01 novembro, 2005

Demo

Gostaria de dizer que o título se refere a alguma suposta nova aventura de minha parte, musical. Infelizmente o título nos remete ao capeta.
Tudo começou no domingo à noite, quando eu, inocentemente, fui jantar com o Tadeu (cúmplice do demo). Bar do beto, estrogonofe, batatas fritas. Nos dias que seguiram tudo virou festa. Fartura completa.
Não vou colocar os itens da lista do capeta, seria muita tortura.
Só digo que o chocolate Napolitano da Neugebauer vale a pena. O chocolate branco da Garoto com cookies tb, fora as Pringles de Páprica. Chega.
O grande problema é que não posso com essa vida moderna. Preciso de poucas coisas para viver feliz: chimarrão, pão integral e gelatina diet. É isso.
A seção de chocolates do Bourbon me faz virar os olhos, fico indecisa e acabo levando de tudo, um mix de satisfação e diversidade chocolística. Karenina e seção do supermercado para gordos são duas coisas que não combinam.
Na lista do demo, estão também: Mir (principal culpado), ALi e Mili.
Fora dela: Verônica e Jorginho (é um dos únicos)
Na real, não tô me agüentando hoje, tô insuportável, irritada, sem-saco, desequilibrada... Acabei de virar pra ver uns grunhidos na TV me deparo com o tal Tião e três cabeças de boi. O que é isso???
Última: fui pagar umas contas no centro e depois percebi a cara que eu tava. Até os panfleteiros fugiram do mim.

30 outubro, 2005

Náufrago

SONHO: ser esquecida numa ilha deserta por um ano inteiro. Me livraria de todos os vícios, tais como comida, cigarro, internet, e escova progressiva.
Saldo: cabelos vassouras, magra e adepta da caça, pulmões limpos e teria encontrado meu verdadeiro eu, tendo que me suportar durante um ano sozinha.
Eu poderia criar um programa que realizasse isso com as pessoas, não roubem minha idéia. Mas se alguém quiser me proporcionar isso, tô aceitando ser cobaia.
E, para os retoques que faltariam após meu regresso há a tecnologia. EP, lipo, dentista, e cia LTDA.

24 outubro, 2005

A "supermulher" não gosta de sexo

Perseguir o sucesso em todas as frentes deixa as mulheres exaustas, mas a perda da libido também tem outros fatores: hoje elas exigem cumplicidade

Maricel Chavarria
Em Barcelona
Uma em cada dez mulheres admite que perdeu o interesse pelo sexo durante pelo menos seis meses no ano passado. Segundo um estudo britânico, as mulheres casadas ou que têm parceiro fixo apresentam maior tendência a ter problemas sexuais. A auto-exigência a que se submete hoje o sexo feminino pode nocautear o peso mais pesado. A "supermulher" em geral tem um salário do qual não pode prescindir -- mas não pode se permitir descuidar dos filhos, da casa, do parceiro, dos pais... e cuidado com a aparência física! Apetite sexual? Com essa agenda, o sexo a encontra exausta e muitas vezes diante de um homem com um nível de testosterona dez vezes maior.
É o que descreve uma recente pesquisa do University College de Londres. E é um bom motivo, mas não o único. O que acontece é que a mulher continua sentindo falta da cumplicidade com o parceiro, e hoje sente-se com direito a reivindicá-la. Além disso, vive em uma sociedade cujo imperativo é ser feliz aqui, hoje e sempre, e na qual não se assume bem que a passagem do tempo acabe com o desejo pelo parceiro. Por outro lado, a era do visual não deixa de vender sexo atraente, mas poucos assumem que é um sexo extraordinário e que exige um esforço transformá-lo em realidade freqüente.
"Sua falta de interesse pelo sexo muitas vezes indica que estão insatisfeitas em muitos aspectos da relação", diz Paula Sardelli, uma das três especialistas consultadas sobre o assunto por "La Vanguardia". "O papel que cada um desempenha na vida cotidiana revela falta de comunicação, de colaboração e de cumplicidade: sem estas, a sedução e a libido vão a pique. É aí que a inapetência assume a forma de reivindicação, que não é greve, pois não é intencional." O cansaço e o tão acusado estresse, salienta Sardelli, não devem se transformar em uma desculpa recorrente, como também não pode se prolongar o período pós-maternidade, no qual a relação com o parceiro adquire menor importância. "Se há um certo nível de libido, desejo e compreensão, o cansaço afeta pouco; outra coisa é que o que você encontra toda noite em sua cama não é o que você esperava, e fantasia, sexo e desejo deixaram de andar juntos."
O surpreendente é que uma grande porcentagem de mulheres ainda se queixe de uma aproximação sexual demasiado direta por parte de muitos homens, e que os psicólogos devam continuar insistindo que o protótipo de macho é o que provoca maior desinteresse, sendo mais afim às necessidades do sexo feminino heterossexual um homem com certo mistério emocional. Elas se consideram com o mesmo direito a sentir, desejar e escolher como e quando; e as conseqüências dessa atitude vital poderiam estar sendo confundidas com a inapetência por cansaço citada pelo estudo. Afinal, não é preciso retroceder muito no tempo para lembrar que seu papel na sociedade as havia levado a submeter-se à vontade do homem -- que era quem devia desfrutar do sexo -- e a estar sempre dispostas, talvez para evitar que ele fosse embora com outra.
A psicóloga Maria Teresa Pi-Sunyer opina que o problema está em um equívoco entre o casal. Pelo conhecimento de suas pacientes, ela deduz que a mulher vê cada vez mais além de si mesma e sente-se distante do homem, está desiludida. "A sexualidade feminina está mais ligada a vivências, e por isso a mulher precisa se comunicar em outras esferas da vida com a pessoa com a qual tem relações. Ouço-as queixar-se de que o parceiro quer ter relações depois de não se terem visto o dia todo, de que pretenda que a tarefa de ter recolhido o jantar e colocado as crianças para dormir se evapore quando chega ao quarto. Essa hora da noite é tenebrosa, sobretudo quando há filhos: esgota os recursos de todos e, se o casal não compartilha esse cotidiano, é difícil que ela aceite o sexo. É um mal-entendido, um desencontro..."
Profissionais da saúde mental e sociólogos concordam que os conceitos de esforço e de renúncia parecem ter desaparecido. "Isso se vê muito em casais que acabam de ter filhos", acrescenta Pi-Sunyer. "Tudo se agrava: ajudar na casa, não poder dormir à noite... tudo se torna muito explosivo e ninguém está disposto a fazer um esforço além do necessário." Por outro lado, a sexualidade tornou-se transparente e existe a sensação de que está aí para ser desfrutada em relações pouco comprometidas", diz a psicóloga. "Mas as mulheres que se separaram e descobrem a vida por sua conta vêem que em longo prazo esse modus operandi não satisfaz, pois não se sentem queridas. A relação fixa não as satisfaz sexualmente e a não-fixa não as satisfaz emocionalmente."
Ao cansaço da "supermulher" e ao desencontro do casal deve-se acrescentar um terceiro elemento decisivo: a cultura da imagem. O sexo está na moda. E também suas exigências estéticas. Criou-se uma espécie de fantasia da perfeição que submete gerações inteiras à tirania de uma determinada beleza e do suposto erotismo que a acompanha, o que, somado à possibilidade de se reparar ou remodelar constantemente no cirurgião plástico, transformou-se em um obstáculo generalizado para o sexo feliz: ninguém jamais se considera perfeito, sempre acaba sobrando um quilo, faltando peito... Essas imperfeições costumam ser imperdoáveis em sociedades onde, mais que um Casanova ou um Zorba -- ambos apaixonados pelas mulheres além de seu físico --, predomina o modelo masculino de Don Juan, um personagem que essencialmente quer a si mesmo, vive para se mostrar... e não desfruta da mulher. Na verdade a despreza.
No estudo do University College se deduz que os casais que têm relações menos de quatro vezes por mês são, em médio e longo prazo, vítimas de problemas sexuais. A freqüência é motivo de alarme -- não deveria preocupar mais a qualidade que a quantidade? -- e também de visitas ao sexólogo. Atualmente, só 21% das mulheres pedem ajuda, contra irrisórios 11% dos homens, mas recorrer ao especialista está deixando de ser considerado um remédio de ineptos.
Vejam por exemplo o roteiro do último filme sexy de Hollywood: "Sr. e Sra. Smith" aborda a crise por escassez de um casal altamente "cool". Ver um casal de assassinos de aluguel como Angelina Jolie e Brad Pitt entregando-se à terapia de casal sem dúvida fará um bom número de sofredores mudar de perspectiva. A moral do filme é tão simples como oportuna para os habituados a um amor baseado na elegante distância e no silêncio comedido entre o casal: se não há confiança -- diz a lição --, a relação e o sexo se extraviam...
Por acaso essa confiança é garantia de desejo duradouro? Muitos psicólogos são partidários de lembrar que amor e desejo não são a mesma coisa, que é possível amar a quem não se deseja e desejar a quem não se ama. O ideal seria uma sociedade de seres capazes de distinguir e admitir sem culpa que há quem nos desperte desejos, mesmo que não queiramos ter com essa pessoa uma relação de casal. É o que indica a psicanalista Marta Serra Frediani, que também lembra que o desejo implica insatisfação, ausência de algo.
"Só se pode desejar o que não se tem como posse segura. Manter o desejo pelo parceiro implica aceitar de alguma maneira que não se está totalmente na relação, que não é um bem adquirido. O amor é mais o engano que consentimos para conter a corrida de uma busca infinita de completude que não tem meta de chegada segura."

22 outubro, 2005

"E as mulheres...

...são leitores de segunda?"
Autor do romance "E Se Fosse Verdade" concede entrevista a LV.
Tenho 44 anos. Nasci nos arredores de Paris, vivi na Califórnia e hoje moro em Londres. Sou autor de romances. Estou casado e tenho um filho, Louis (16 anos). Não tenho partido, sou um social-liberal, de centro: sou libra... Não tenho religião, mas tenho fé. Quando um livro tem muitos leitores, os críticos desconfiam!
La Vanguardia - Me contaram que já vendeu 5 milhões de livros...
Marc Levy - Bem... já são oito.
LV - E qual é o segredo?
Levy - Não sei.
LV - Talvez um bom marketing.
Levy - Com marketing você pode vender 70 mil exemplares de um disco, um livro ou um filme. Mas o resto depende da própria obra.
LV - O que você conta em seus romances?
Levy - Que o único limite para nossos sonhos é o que impomos a nosso próprio desejo de que eles se tornem realidade.
LV - Parece muito americano...
Levy - A América foi um sonho europeu.
LV - Acredita realmente nos sonhos?
Levy - Muitas pessoas nos dizem todos os dias: "O que você deseja é impossível". Talvez precisemos que alguém nos diga outra coisa!
LV - Qual foi o primeiro sonho de sua vida?
Levy - Ser médico. Queria ajudar as pessoas... mas era muito ruim em matemática e isso me fechou esse caminho... Que absurdo!
LV - Então começou a escrever....
Levy - Não. Fui para a Califórnia, porque adoro viver como estrangeiro: isso o obriga a escutar, a ganhar o direito de morar ali.
LV - E o que fez lá?
Levy - Desenho gráfico. Tinha 24 anos e montei uma pequena empresa de desenho gráfico... Sete anos depois, fali. E voltei a Paris.
LV - Então começou a escrever.
Levy - Não. Meu filho tinha nascido e eu precisava trabalhar. Não tinha um centavo mas tinha uma caixa de ferramentas: me meti a técnico de iluminação.
LV - E se deu bem?
Levy - Sim, tenho habilidade manual. Criei com um amigo uma pequena empresa. E nove anos depois, em 2000, era um escritório com 80 arquitetos. Sim, foi divertido...
LV - Então deduzo que já o deixou...
Levy - Sim, depois do sucesso de meu primeiro romance, "E se Fosse Verdade", em 2001.
LV - O que o levou a escrevê-lo?
Levy - Durante as reuniões na empresa eu escrevia um fragmento de conto que naquela noite contaria a meu filho. Até que um dia ele preferiu ver televisão...
LV - Não diga!
Levy - Mas decidi continuar. Escrevi algo para que Louis lesse quando fosse mais velho! E escrevi esse romance, que guardei numa caixa.
LV - Não quis publicá-lo?
Levy - Mas minha irmã o leu, gostou e o mandou para uma editora. Chamaram-me para publicá-lo: eu pensei que era brincadeira...
LV - Ficou surpreso.
Levy - Sim, e houve mais surpresas: na Feira de Frankfurt, antes que o romance fosse editado... Steven Spielberg comprou os direitos para fazer um filme! Quando Spielberg me telefonou, pensei: "Estou sonhando". Ele marcou uma entrevista em seu escritório e viajei para a Califórnia...
LV - De novo. Mas dessa vez era diferente!
Levy - Sim. Dessas conversas saiu o filme "Just Like Heaven" [E Se Fosse Verdade] (que estréia no Brasil em dezembro), dirigido por Mark Waters.
LV - Que história contava a seu filho?
Levy - Um homem encontra uma mulher trancada no armário de seu banheiro. Ela lhe explica que teve um acidente de carro e que faz seis meses que seu corpo está em coma num hospital... Ele pensa que ela é louca...
LV - Lógico: uma transtornada...
Levy - Mas logo mudará de opinião! Só ele pode vê-la... É a história de um homem que se apaixona pela carta e não pelo envelope...
LV - Você tem vivências sobrenaturais?
Levy - Sim. Me apaixonei!
LV - Quando se apaixona, pelo que se apaixona?
Levy - Ah, que mistério. Se alguém tivesse essa receita, venderia mais livros que a Bíblia!
LV - Você não pode se queixar...
Levy - Não. Publiquei cinco romances nesses cinco anos e agradaram muito... Transformaram em leitores pessoas que não costumavam ler.
LV - E o que disseram os críticos?
Levy - Os críticos franceses sempre se queixam de que as pessoas não lêem, mas quando há muitos leitores... têm medo e também se queixam!
LV - O menosprezam como escritor?
Levy - Sim. Para me criticar, acusam-me de que mais mulheres que homens me lêem. Que mentalidade medieval! As mulheres são leitores de segunda? Me honra ter muitas leitoras! Como homem, deveria ser mais fácil para mim conectar-me com os sentimentos dos homens, não?
LV - Isso prova que é um bom escritor?
Levy - Eu sou um autor. Outorgar-se a si mesmo o título de escritor... que pretensioso! Só os leitores, com os anos, podem lhe dar o título.
LV - O que acredita que os leitores buscam?
Levy - Ser abduzidos de sua rotina, viver algo através de um personagem: ser outro por um momento.
LV - Seu pai também lhe contava histórias?
Levy - Meus pais me iluminam com o amor que têm um pelo outro há 45 anos. E o que meu pai me explicou é isto, o essencial: "O amor e o ego lutam para ocupar o trono do cérebro". Para seu bem, que ganhe o humor!
LV - E como ajudar o humor para que ganhe?
Levy - Ria de si mesmo sempre um pouco mais do que ri dos outros. E ponha os outros no centro de sua vida, não você mesmo!
LV - Não é fácil... Aplica essa máxima a si mesmo?
Levy - Se eu digo "sou um escritor", me coloco no centro: ganha o ego. Se digo "só pretendo escrever histórias para as pessoas", ponho os outros no centro e derroto o ego!
LV - Alguma vez o ego saiu vencedor?
Levy - Hummm... sim, uma vez.
LV - Pode me contar?
Levy - Trabalhei na Cruz Vermelha, e entrou no pronto-socorro uma mulher com parada cardíaca. Não conseguíamos reanimá-la. Eu insisti. "Deixe, não há o que fazer", me disseram. Continuei e seu coração voltou a bater! Deixei o emprego na semana seguinte.
LV - Por quê? Deve ter sentido uma grande alegria!
Levy - Durante um momento senti algo que... Estava recebendo mais do que dava! E eu não estava ali para isso. Não, não... o ego se impunha. Fui embora.

18 outubro, 2005

About Karenina

Abaixo duas pessoas que me conhecem bem, respondendo a um questionário teenager que circula na net... mais nada p fazer hahaha
A1 = Amigo 1
A2 = Amigo 2
1) Um apelido que eu tenha
A1 - biskaka
A2 - trak insolente
2) Há quanto tempo vc me conhece?
A1 - vidas passadas
A2 - Desde de 2002
3) Minha idade?
A1 - 57
A2 - 27
4) Cor do cabelo?
A1 - laranja
A2 - vassouras oxigenadas
5) Eu tenho irmãos?
A1 - mona
A2 - sim
6) Você já sentiu ciúmes de mim?
A1 - claro
A2 - Hummmmm um poquito com déa e mir xato
7) Você lembra uma das primeiras coisas que eu disse a você?
A1 - oq tu gosta de comer??
A2 - PXIIIIIIIIIIIIIIIUUUU
8) Qual minha pior característica?
A1 - irritante
A2 - irritante
9) Eu sou tímido ou extrovertido?
A1 - hiper folgada
A2 - às vezes queta mas a maioria surtante e extravagante
10) O que eu amo?
A1 - eu
A2 - Azucrinar a Mili
11) A quem eu amo?
A1 - eu
A2 - MILI
Evidente que não coloquei tudo, me compromete... hahahaha

14 outubro, 2005

Vassouras 2005

Momento futilidades da vida moderna: me submeti à tão abominada e badalada e formólica escova progressiva e tô me sentindo como uma coisa lambida... Mas vale a pena, pois não tenho mais tempo de ficar puxando e lascando meus cabelos toda bendita manhã! Essa vida tão atribulada hahahaha

12 outubro, 2005

Incompetência

Queria saber porque as papelarias grudam etiquetas dos preços nas canetas que compramos. Comprei uma e veio uma etiqueta quase do tamanho dela, não entendi porque. É pra perder tempo arrancando?